Amparo de São Francisco

Município de Amparo de São Francisco
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponívelBrasão indisponível
Hino
Aniversário25 de novembro
Fundação25 de novembro de 1953 (65 anos)
Gentílicoamparense
Padroeiro(a)Nossa Senhora do Amparo
Prefeito(a)Franklin Ramires Freire Cardoso (PR)
Localização
Localização de Amparo de São Francisco
Localização de Amparo de São Francisco em Sergipe
Amparo de São Francisco está localizado em: Brasil
Amparo de São Francisco
Localização de Amparo de São Francisco no Brasil
10° 08' 04" S 36° 55' 46" O10° 08' 04" S 36° 55' 46" O
Unidade federativaSergipe
MesorregiãoLeste Sergipano IBGE/2008[1]
MicrorregiãoPropriá IBGE/2008[1]
Municípios limítrofesTelha, Canhoba
Distância até a capital116 km
Características geográficas
Área35 1 km² [2]
População2 382 hab. IBGE/2015[3]
Densidade54 8 hab/km2 hab,/km²
Altitude51 [4] m
Climasemi-árido[4] BSh
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,611 médio PNUD/2010[5]
PIBR$ 12 362,479 mil IBGE/2008[6]
PIB per capitaR$ 5 467,70 IBGE/2008[6]
Disambig grey.svg Nota: Para outros termos de São Francisco, veja São Francisco.

Amparo de São Francisco é um município brasileiro no interior do estado de Sergipe. O município faz parte da mesorregião do Leste Sergipano e da microrregião de Propriá. Sua população, segundo o censo de 2010, é de 2.275 habitantes, sendo portanto o município menos populoso de todo o estado de Sergipe. Sua área mede apenas 35,1 km² e situa-se na região hidrográfica do São Francisco.

História

Não existem muitos registros a respeito do surgimento do município; as informações históricas vêm de estórias passadas de geração em geração pelos seus habitantes. Na localidade de Urubu do Baixo (hoje cidade de Propriá) havia uma grande fazenda chamada Campinhos pertencente ao Capitão Antonio Rodrigues da Costa Dória (membro da primeira Comarca de Propriá).[7]

Em 1855, João da Cruz Freire, filho de donos de engenho, recebe sua herança com a morte do pai e compra parte das terras da fazenda Campinhos, as batizando posteriormente de fazenda Amparo. Dedica-se à criação de gado e lavouras nas novas terras, anos depois casa-se com dona Francisca Senhorinha, descendente de uma família portuguesa e recebe a patente de Capitão da Guarda Nacional. Posteriormente, doa área de terras para a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Amparo. Com o passar do tempo, foram chegando algumas famílias, que decidiram construir suas casas às margens do riacho Jaguaribe, entre a lagoa Salgada e o local onde hoje funciona a Fazenda Jaguaribe.[7]

A localidade cresceu e tornou-se um povoado vinculado à cidade de Propriá. Entre 1937 a 1947 sua jurisdição foi transferida à cidade de Canhoba, retornando a Propriá por influência política do deputado Martinho Guimarães, natural daquela cidade.[7]

Em 1953, Amparo passa a atender os requisitos mínimos da Lei Orgânica dos municípios da época, para sua elevação à categoria de município. O político militante Epaminondas Freire (neto de João da Cruz Freire) e o deputado Martins Dias Guimarães encabeçam a luta em prol da emancipação política do povoado. Em 25 de novembro de 1953 a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe aprova a lei estadual nº 525-A que desmembra o povoado Amparo da cidade de Propriá, tornando-o município. Em 6 de fevereiro de 1954, pela lei estadual n° 554, o então município de Amparo passou a denominar-se Amparo de São Francisco. As primeiras eleições municipais ocorreram em 6 de outubro de 1954, sendo Leonel Vieira da Silva seu primeiro prefeito.[7][8]

Invasão do bando de Lampião

No ano de 1937, dez membros do bando de Lampião (dentre eles os cangaceiros Volta Seca, Boca Preta, Canário e Pancada) invadiram a cidade de madrugada. Muitos moradores se esconderam nos arrozais a beira do rio. Entravam nas casas exigindo dinheiro, e invadiram as propriedades das pessoas importantes da cidade como Franklin Freire (filho de João da Cruz Freire, fundador de Amparo). A intenção era sequestrar o proprietário, dando um prazo para o resgate que caso não fosse pago, resultaria em sua morte; mas o sobrinho de Franklin, Adão Freire, propôs ir no lugar do tio, o que foi aceito. No entanto antes do resgate ser pago e o prazo acabar, foram cercados pela polícia no povoado Barra Salgada, município de Aquidabã. No tiroteio um soldado foi morto, e Adão Freire conseguiu fugir e teve que se esconder num paiol de algodão, pois fora confundido com um dos bandidos. Após a fuga foi reconhecido e solto pelos soldados.[8]