Alamanos
English: Alemanni

Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser acadêmico)
Alemânia (laranja) e Alta Borgonha (verde) por volta do ano 1000
Francos e Alamanos na Bélgica romana

Os alamanos (em latim: Alamanni, Allemanni ou Alemanni) eram um povo germânico ocidental, assim denominados pelos romanos, o povo de todos os homens. Eles próprios, entretanto, preferiam chamar-se de Suábios.[carece de fontes?] Desde o século III, tentaram infiltrar-se pela fronteira romana do Reno-Danúbio. Séculos afora persistiram nesta pressão colonizadora, sendo, porém, sempre contidos, principalmente pela oposição dos Francos. Tal resistência fez com que os Alamanos se desviassem e se concentrassem nas atuais regiões da Alsácia, Lorena, Baden-Württemberg e a Suíça.

Os alamanos eram uma aliança militar de tribos germânicas habitando a região em torno do alto rio Meno, onde hoje é a Alemanha. A aliança era agressiva por natureza,[carece de fontes?] formada tendo como propósito atacar a província romana da Germânia Superior. Seguiram o modelo da primeira aliança tribal germânica, a dos francos, que primeiro impediram os romanos de prosseguir ao norte do baixo Reno e em seguida invadiram a províncias romana da Germânia Inferior.

O Reno tornou-se a fronteira entre a Gália romana e a Germânia tribal. Germanos, celtas e tribos etnicamente misturadas desses dois povos ali se fixaram, com os romanos estabelecidos em dois distritos, Germânia Inferior e Superior, no baixo e alto Reno respectivamente. O nome da alta Alemanha sobrevive no departamento francês do Alto Reno. Ele incluía a região entre o alto Reno e o alto Danúbio (a Floresta Negra, bem maior que atualmente), que os romanos chamavam de Campos Decúmanos. Os Decúmanos são ainda mais antigos, de proveniência desconhecida.

Unidos, os alamanos atacaram a Germânia Superior e deslocaram-se para os Campos Decúmanos. Lá eles se tornaram uma confederação, ocupando o que hoje é a Alsácia e se expandindo para o Palatinado (região da Alemanha ao sul de Renânia-Palatinado), assim como para partes das atuais Baviera e Áustria. Tornaram-se um Estado, às vezes independente, mais freqüentemente sob domínio franco, sendo depois chamado Alemanha por causa deles (Allemagne em francês, Alemania em espanhol).

A região sempre foi dispersa e compreendida de distritos diferentes, devido a sua origem variada. A diocese de Estrasburgo data de cerca de 614, a de Augsburgo de 736, a de Mogúncia (arquidiocese) de 745, a de Basileia, de 805. O Ducado da Alamânia na Suábia codificou suas leis diferenciadas sob Carlos Magno.

Hoje, os descendentes dos Alamanos estão divididos entre quatro nações: França (Alsácia-Lorena), Alemanha (Suábia e outros lugares), Suíça e Áustria. Nestas regiões são falados diferentes dialetos da língua alemã.

A submissão dos Alamanos. por Jean Leclerc.

Língua

A língua alemã falada pelos antigos alamanos é denominada alemânico, um subgrupo dos dialetos do alto-alemão. Inscrições rúnicas alemânicas como o elevo Pforzen estão entre os mais antigos testemunhos do alto-alemão antigo. Acredita-se que a segunda mutação consonântica tenha se originado por volta do século V na Alemânia ou entre os lombardos. Tribos alemânicas anteriores a essa época certamente não falavam um dialeto alto-alemão, e sim provavelmente um dos ainda pouco diferenciados dialetos germânicos ocidentais.