Alagoas

Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre um estado brasileiro. Para outros significados, veja Alagoas (desambiguação).
Estado de Alagoas
Bandeira de Alagoas
Brasão de Alagoas
BandeiraBrasão
Lema: Ad bonum et prosperitatem
"Para o bem e para a prosperidade"
Hino: Hino de Alagoas
Gentílico: Alagoano

Localização de Alagoas no Brasil

Localização
 - RegiãoNordeste
 - Estados limítrofesSergipe, Pernambuco e Bahia
 - Regiões geográficas intermediárias2
 - Regiões geográficas imediatas11
 - Municípios102
CapitalMaceió Maceió
Governo
 - Governador(a)Renan Filho (MDB)
 - Vice-governador(a)Luciano Barbosa (MDB)
 - Deputados federais9
 - Deputados estaduais27
 - SenadoresBenedito de Lira (PP)
Fernando Collor (PTC)[1]
Renan Calheiros (MDB)
Área 
 - Total27 848,140 km² (25º) [2]
População2017
 - Estimativa3 375 823 hab. (16º)[3]
 - Densidade121,22 hab./km² ()
Economia2014[4]
 - PIBR$ 40.975.000 (20º)
 - PIB per capitaR$ 18.205,44 (25º)
Indicadores2010/2015[5][6]
 - Esper. de vida (2015)76,2 anos (23º)
 - Mort. infantil (2015)14,45‰ nasc. ()
 - Alfabetização (2010)78,9% (27º)
 - IDH (2010)0,631 (27º) – médio [7]
Fuso horárioUTC−03:00
ClimaTropical As
Cód. ISO 3166-2BR-AL
Site governamentalhttp://www.governo.al.gov.br/

Mapa de Alagoas

Alagoas é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no leste da região Nordeste e tem como limites Pernambuco (N e NO), Sergipe (S), Bahia (SO) e o Oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 27.778,506 km², sendo ligeiramente maior que o Haiti. Sua capital é a cidade de Maceió e a sede administrativa é o Palácio República dos Palmares. O atual governador é Renan Filho (PMDB).

Inicialmente, o território alagoano constituía a parte sul da Capitania de Pernambuco, só vindo a conquistar sua autonomia em 1817, como punição imposta por D. João VI aos pernambucanos pela chamada "Revolução Pernambucana", movimento separatista.[8] Sua ocupação decorreu da expansão para o sul da lavoura de cana-de-açúcar da Capitania de Pernambuco, que necessitava de novas áreas de cultivo. Surgiram, assim, Porto Calvo, Alagoas (atual Marechal Deodoro) e Penedo, núcleos que orientaram, por muito tempo, a colonização e a vida econômica e social da região. A invasão holandesa em Pernambuco estendeu-se a Alagoas em 1631. Os invasores foram expulsos em 1645, depois de intensos combates em Porto Calvo, deixando a economia local totalmente desorganizada. A fuga de escravos negros durante a invasão holandesa criou um sério problema de falta de mão de obra nas plantações de cana. Agrupados em aldeamentos denominados quilombos, os negros só foram dominados completamente no final do século XVII, com a destruição do quilombo mais importante, o de Palmares. Durante o Império, a Confederação do Equador (1824) movimento separatista e republicano, recebeu o apoio de destacadas figuras alagoanas. Na década de 1840, a vida política local foi marcada pelo conflito entre os lisos, conservadores, e os cabeludos, liberais. No início do século XX, o sertão alagoano viveu a experiência pioneira de Delmiro Gouveia, empresário cearense que instalou, em Pedra (atualmente, Delmiro Gouveia), a fábrica de linhas Estrela, que chegou a produzir 200 mil carretéis diários. Delmiro Gouveia foi assassinado em outubro de 1917 em circunstâncias até hoje não esclarecidas, depois de ser pressionado, segundo consta, a vender sua fábrica a firmas concorrentes estrangeiras. Depois de sua morte, suas máquinas teriam sido destruídas e atiradas na cachoeira de Paulo Afonso.

Penúltimo estado brasileiro em área (mais extenso apenas que Sergipe) e 16º em população, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e coco-da-baía do país e tem na agropecuária a base de sua economia. Terra do sururu, marisco das lagoas que serve de alimento à população do litoral, e da água de coco, Alagoas possui também um dos folclores mais ricos do país.

O estado possui um dos menores índice de desenvolvimento humano (IDH) e índice de alfabetização do país, embora tenha se destacando cada vez mais para melhoramento dos índices, como é o caso da mortalidade infantil no estado, saindo do último lugar para o décimo sexto em todo o país, devido a políticas voltadas a saúde dos recém-nascidos no interior de Alagoas. O estado ainda possui o maior índice de evasão escolar.

Etimologia

Vista da capital

O latim lacus, "tanque, lago" é a fonte, no acervo vocabular primitivo, do português, espanhol e italiano lago[9] e do francês lac;[10] um seu derivado, o latim lacuna, "fojo, buraco", "falta, carência, omissão", explica o espanhol e italiano laguna.[11][12] O português "lagoa",[9] coincidente com a variante espanhola lagona e o mirandês llagona, supõe mudança de sufixo,[13] documentada já em 938 num documento de Valencia, sob a grafia lacona,[9] e noutro de 1094, de Sahagún, sob a grafia lagona.[9] Sob a grafia "lagona" (talvez "lagõna"), é documentado no século XIV,[9] tendo alternado com a forma "lago" por longo tempo. Já a prótese (incorporação do artigo "a", formando "alagoa") ocorreu sobretudo a partir de locuções ("na lagoa", "vindo da lagoa")[9] ou por regularização morfológica com os derivados do verbo "alagar" ("alagadiço", "alagado", "alagador", "alagamento" etc.).[9] O dicionário Aurélio registra "alagoa" como uma variação de "lagoa".[14]

A forma "alagoa" aparece nos nomes concorrentes das lagoas Manguaba e Mundaú (aquela, "alagoa do sul", e esta, "alagoa do norte") já no século XVI, quando se fundam, perto, os núcleos de povoamento de Alagoa do Norte e Alagoa do Sul, chamados "as Alagoas", com inclusão dos demais núcleos de povoamento da área.[15]

Vista de Penedo, cuja origem data do governo do primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.
Igreja Santa Maria Madalena e Museu de Arte Sacra do Estado de Alagoas, na cidade de Marechal Deodoro.

O sufixo do gentílico é o característico da área gentílica de -ano do Brasil (paraibano, pernambucano, alagoano, sergipano, baiano, goiano, a que viria juntar-se acriano).[9]