Agnosticismo

Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde abril de 2017). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a incoerências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e a coerência e o rigor deste artigo.

Agnosticismo é a visão filosófica de que a veracidade de certas reivindicações é desconhecida ou incognoscível. A palavra "agnóstico" vem do grego: a-gnostos, ou seja, não-conhecimento, aquele que não conhece. Para um agnóstico, a razão humana é incapaz de prover fundamentos racionais suficientes para justificar tanto a afirmação de que Deus (ou outra divindade) existe quanto a afirmação de que Deus não existe. Na medida em que se defende que nossas crenças são racionais se forem suficientemente apoiadas pela razão humana, a pessoa que aceita a posição filosófica de agnosticismo terá o entendimento de que nem a afirmação de que Deus (ou outra divindade) existe nem a afirmação de que Deus não existe são racionais. O agnosticismo pode ser definido de várias maneiras; às vezes, é usado para indicar uma dúvida ou abordagem cética a determinadas perguntas. Em alguns sentidos, o agnosticismo é uma posição sobre a diferença entre crença e conhecimento, em vez de sobre qualquer alegação específica ou crença. Dentro do agnosticismo, existem ateus agnósticos (aqueles que não acham que uma divindade ou mais divindades existam, mas não afirmam crer na inexistência destes) e os teístas agnósticos (aqueles que acham que um Deus existe, mas não afirmam saber isso).

Thomas Henry Huxley, um biólogo inglês, cunhou a palavra "agnóstico", em 1869.[1] Pensadores e trabalhos escritos anteriores, no entanto,promoveram pontos de vista agnósticos. Entre estes, podem-se apontar Protágoras, um filósofo grego do século V a.C.[2] e o mito da criação Nasadiya Sukta no Rig Veda, um antigo texto sânscrito.[3] Desde que Huxley cunhou o termo, muitos outros pensadores têm escrito extensivamente sobre o agnosticismo.

Etimologia

Agnosticismo derivou-se da palavra grega agnostos, formada com o prefixo de privação (ou de negação) a- anteposto a gnostos (conhecimento). Gnostos provinha da raiz pré-histórica gno-,que se aplicava à ideia de saber e que está presente em numerosos vocábulos da língua portuguesa, tais como cognição, cognitivo, ignorar, ignoto, ignorância, entre outros.

Uso

Muitas pessoas usam, erroneamente, a palavra agnosticismo com o sentido de um meio-termo entre teísmo e ateísmo, ou ainda, que se trata de uma pessoa sem posicionamento sobre crenças.Teísmo e ateísmo separam aqueles que acreditam em divindades daqueles que não acreditam em divindades. O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teísta.

Alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão — portanto agnóstico — pode com base nisso não ver motivos para crer em qualquer deus (ateísmo fraco), ou pode, apesar disso, ainda acreditar em algum deus por (fideísmo). Nesse caso pode ser ainda um teísta, caso acredite em conceitos sobrenaturais como propostos por alguma religião ou revelação, ou um deísta, caso acredite na existência de algo consideravelmente mais vago. Existem ateus agnósticos, assim como teístas agnósticos.