Afonso da Maia

Afonso da Maia
Personagem fictícia de Os Maias
SexoMasculino
CaracterísticasBaixo, maciço, de ombros quadrados e fortes, cara larga, o nariz aquilino e a pele corada
Criado porEça de Queirós
Romance(s)Os Maias

Afonso da Maia (1797 - 1877) é um personagem do romance Os Maias, de Eça de Queirós.[1][2] [3]

Na História

O seu pai era Caetano da Maia, um português antigo e fiel que se benzia ao nome de Robespierre, e que na sua apatia de fidalgo beato e doente, tinha só um sentimento vivo: o horror, o ódio ao Jacobino, e como tal custava-lhe a aceitar um filho jacobino; assim, Caetano da Maia desterrou o seu filho, Afonso da Maia, para a Quinta de Santa Olávia.

Meses depois desta atitude, Afonso voltava de Santa Olávia um pouco contrito, enfastiado daquela solidão, pedindo a bênção e dinheiro para ir para Inglaterra. Para lá foi, e durante a sua estadia o pai faleceu em Portugal.

Ao regressar a Lisboa conheceu D. Maria Eduarda Runa, com quem depois do luto do pai veio a casar-se. De tão doce união, nasceu o Pedrinho. D. Maria Eduarda era uma beata, o que dava grandes dores de cabeça a Afonso, pois se havia coisa que Afonso não suportava era o corropio de frades e boleeiros, atroando tabernas e capelas. Mas mesmo assim Afonso foi como que obrigado a deixar Pedrinho crescer neste ambiente de doutrina, devido à mulher doente que amava.

Porém, a educação de Carlos da Maia foi totalmente diferente, não tendo Afonso autorizado uma única palavra de doutrina, o que deixou Custódio (o abade) bastante triste. Em contrapartida, Carlinhos teve uma educação de grande rigidez, (típico sistema inglês, nação que o fascinara) que valorizava a força e o músculo, antes de proceder à educação livresca e académica, tendo como preceptor Sr. Brown. Esta deu bons frutos, fazendo de Carlinhos, um miúdo "levado da breca", um ilustre fidalgo.

Com o passar de todos estes anos, Afonso da Maia contou com a generosidade dos tempo e da saúde, pois manteve-se sempre forte, robusto e cheio de saúde.

No entanto, ele é a vítima inocente da tragédia que se desenrolará. Tendo sobrevivido à desgraça do filho, traído e abandonado pela mulher com quem casara contra a vontade do pai, Afonso não sobreviverá à desgraça do neto: morre na madrugada em que percebe que Carlos, mesmo sabendo que Maria é a sua irmã, continua a ser amante dela.