Afonso III de Portugal

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Afonso III
Conde de Bolonha
(com Matilde II )
Reinado1238-1253
PredecessorMatilde II (sozinha)
SucessorMatilde II (sozinha)
Rei de Portugal
Reinado4 de janeiro de 1248
a 16 de fevereiro de 1279
PredecessorSancho II
SucessorDinis I
Rei de Algarve
SucessorDinis I
CônjugeMatilde II, Condessa de Bolonha
Beatriz de Castela
DescendênciaBranca, Senhora de Las Huelgas
Dinis I de Portugal
Afonso, Senhor de Portalegre
Sancha de Portugal
Maria de Portugal (I)
Maria de Portugal (II)
Vicente de Portugal
Fernando de Portugal
CasaBorgonha
Nome completo
Afonso Afonso
Nascimento5 de maio de 1210
 Coimbra, Portugal
Morte16 de fevereiro de 1279 (68 anos)
 Alcobaça, Portugal
EnterroMosteiro de Alcobaça, Alcobaça, Leiria, Portugal
ReligiãoCatolicismo
PaiAfonso II de Portugal
MãeUrraca de Castela

Afonso III (Coimbra, 5 de maio de 1210[1]Alcobaça, 16 de fevereiro de 1279), apelidado de "o Bolonhês" por seu casamento com Matilde II, Condessa de Bolonha, foi o Rei de Portugal de 1248 até sua morte, e também o primeiro monarca português a utilizar o título de Rei de Algarve. Além disso, ele foi Conde de Bolonha de 1238 até 1253 em direito de sua esposa. Era o segundo filho do rei Afonso II e sua esposa Urraca de Castela, tendo ascendido ao trono depois de depôr seu irmão mais velho Sancho II.

Guerra civil

Como segundo filho, Afonso não deveria herdar o trono destinado a Sancho e por isso viveu em França, onde se casou com Matilde II, Condessa de Bolonha em 1235,[1] tornando-se assim conde jure uxoris de Bolonha, onde servia como um dirigente militar, combatendo em nome do Rei Luís IX de França e seu primo.

Todavia, em 1246, os conflitos entre Sancho II e a Igreja tornaram-se insustentáveis e o Papa Inocêncio IV nesse mesmo ano despacha a Bula Inter alia desiderabilia que prepara a deposição de facto do monarca.

D. Afonso III, Rei de Portugal

O papado, através de duas Breves, ainda aconselha Afonso, Conde de Bolonha, a partir para a Terra Santa em Cruzada e também que passe a estar na Hispânia, fazendo aí guerra ao Islão. Mas a 24 de julho, a Bula Grandi non immerito depõe oficialmente Sancho II do governo do reino, e Afonso torna-se regente.

Os fidalgos levantam-se contra Sancho, e Afonso cede a todas as pretensões do clero no "Juramento de Paris", uma assembleia de prelados e nobres portugueses, jurando que guardaria todos os privilégios, foros e costumes dos municípios, cavaleiros, peões, religiosos e clérigos seculares do reino[2]. Abdicou imediatamente das suas terras francesas e marchou sobre Portugal, chegando a Lisboa nos últimos dias do ano, onde se fez coroar rei em janeiro de 1248 após o exílio e morte de Sancho II em Toledo.[3]

Até à morte de D. Sancho e a sua consequente coroação, D. Afonso apenas usou os títulos de Visitador, Curador e Defensor do Reino.

Para aceder ao trono, Afonso abdicou de Bolonha e repudiou Matilde para casar com Beatriz de Castela. Decidido a não cometer os mesmos erros do irmão, o novo rei prestou especial atenção à classe média de mercadores e pequenos proprietários, ouvindo suas queixas. Por este procedimento, Afonso III ficou conhecido também como o pai do "Estado Português", distribuindo alcaides pelos castelos e juízes pelas diferentes vilas e terras. O objectivo era a implantação de um poder legal com o qual todos os habitantes do Reino português mantivessem uma relação de igualdade.

Em 1254, na cidade de Leiria convocou a primeira reunião das Cortes, a assembleia geral do reino, com representantes de todos os espectros da sociedade. Afonso preparou legislação que restringia a possibilidade das classes altas cometerem abusos sobre a população menos favorecida e concedeu inúmeros privilégios à Igreja. Recordado como excelente administrador, Afonso III organizou a administração pública, fundou várias vilas e concedeu o privilégio de cidade através do édito de várias cartas de foral.

Em 1255, transferiu a capital do Reino de Portugal de Coimbra para Lisboa.

Foram por sua ordem feitas as Inquirições Gerais, iniciadas em 1258, como forma do rei controlar, não só o grande poder da Nobreza, mas também para saber se lhe estavam a ser usurpados bens que, por direito, pertenciam à Coroa.